Bancos de imagens fotográficas

Olá pessoal,

Ando bastaaaaaaaaante atrasada com meus posts, mas a partir de hoje, até o dia 14/12, tentarei recuperar TODOS os não postados nos últimos tempos. Tenho pelo menos mais 7 posts, além deste, para escrever…então bóra começar!

Os Bancos de Imagens Fotográficas

O tema de hoje são os “Bancos de imagens fotográficas”. Até pouco tempo atrás eu tinha uma vaga idéia da definição e dos propósitos destas ferramentas. Meu contato maior com este universo começou recentemente, quando vim trabalhar em um arquivo fotográfico, e passei a ter contato direto com os fotógrafos e demais profissionais da instituição, que fazem uso frequente destas fontes de informação.

Fonte: Stockvault

Pela experiência que tenho adquirido diariamente, considero este tipo de fonte muito rica no que diz respeito à cobertura de assuntos e à abrangência dos temas das imagens. Para o processo editorial, que é um dos principais focos do setor onde trabalho, os bancos de imagens contribuem imensamente para ilustrar e enriquecer matérias jornalísticas quando a instituição não possui as imagens específicas que a publicação exige.

Cabe ressaltar que no universo de bancos de imagens disponíveis na web atualmente, a forma de acesso às imagens pode variar de um serviço à outro. Existem bancos de acesso tanto livre, quanto pago, e a escolha do mais adequado dependerá do tipo de imagem que se procura e dos recursos financeiros de que a instituição dispõe. Neste contexto, o papel do profissional da informação é importantíssimo, pois deve-se “adequar as percepções e necessidades dos usuários potenciais com os  critérios desenvolvidos pelos bancos de imagens para tornar disponíveis os seus fundos. E tudo isso sem esquecer que o usuário é um cliente e que seu espectro pode ser muito amplo, e responder às mais diversas necessidades.” (Tradução nossa. MUÑOZ CASTAÑO, 2001, p. 4).

Vivemos hoje uma revolução tecnológica que influencia de forma direta “os conceitos de informação e documentação nos arquivos, bibliotecas, centros de documentação e museus”, provocando também uma mudança nos paradigmas em que estes se encontravam, e que não estão mais “centralizados nos dados (coleta, transmissão, análise, e apresentação), mas sim na definição do armazenamento  da documentação e no significado da informação e no seu propósito.” (BARBIERI; INNARELLI; MARTINS,  2002).

Outro importante ponto a ser discutido, no que concerne às imagens disponíveis na internet, é a questão do Direito Autoral. Hoje em dia a maioria das famílias possui câmeras digitais, o que aumentou significativamente a produção de imagens e a distribuição na web, e a idéia de que o se encontra na internet é de “domínio público” é mais frequente do que se possa imaginar. Contudo, é um equívoco pensar desta forma, e muitos desconhecem a Lei do Direito Autoral, que estabelece em seu Art. 7º, alínea VII, que obras intelectuais protegidas são “as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro […]”, incluindo, entre outras, “as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia”. (BRASIL, 1998).

Na sociedade atual, onde a inclusão tecnológica e digital é cada vez maior, principalmente no que diz respeito ao acesso à sites de relacionamento e demais redes sociais, a fotografia tornou-se objeto popular. Isso, em um país com sérias deficências na área da educação básica, contribui para a distribuição e a apropriação de contéudo protegido. Essa problemática, infelizmente, não é provilégio apenas da fotografia, pois o mesmo processo ocorre com músicas, vídeos, filmes, textos literários, artísticos e científicos. Acredito que ações educativas, de valorização da cultura e da ética, provoquem mudanças graduais e à longo prazo no comportamento social, principalmente dos mais jovens.

Abraços,

Úrsula

Fonte: stock.xchng

REFERÊNCIAS:

BARBIERI, Cristina Correia Dias; INNARELLI, Humberto Celeste; MARTINS, Neire do Rossio. Gerenciamento eletrônico de documentos: criação de um banco de informações e imagens no Arquivo Permanente da UNICAMP. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS BIBLIOTECAS CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS,1.,2002. Textos… São Paulo: Imprensa Oficial, 2002. p.53-66.

BRASIL. Lei 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 20 fev. 1998.

MUÑOZ CASTAÑO, Jesús E.  Bancos de imágenes: evaluación y análisis de los mecanismos de recuperación de imágenes. El profesional de la información, Barcelona, v. 10, n. 3, p. 4-18, mar. 2001. Disponível em: . Acesso em: 26 nov. 2010.

Da fotografia tradicional à digital

O post de hoje é sobre algo que amo: fotografia! Apesar de ser iniciante nas técnicas fotográficas, e de conviver com fotografias  por 8 horas diárias em minha atividade profissional, é um assunto que chama muito minha atenção. Caso eu tenha esquecido de comentar no texto Sobre a autora, atualmente trabalho no arquivo fotográfico de uma instituição de ensino superior privada.

Meu interesse por este tema aumentou depois da contratação, devido ao contato direto com os fotógrafos da instituição,  e com o material disponível no acervo, composto de fotografias em papel, negativos flexíveis em poliéster, diapositivos (slides) e fotografias digitais. Estas últimas constituem o acervo corrente e intermediário, apesar de todas as imagens já nascerem dotadas de valor histórico para a instituição, uma vez que registram as atividades e os principais eventos da universidade e de suas unidades acadêmicas.

Concomitante ao meu início de trabalho em arquivo fotográfico, o curso de Arquivologia na UFRGS me propiciou conhecer um pouco do universo da fotografia, principalmente a fotografia analógica, através de uma disciplina introdutória, onde pude praticar a captura de imagens em filme preto e branco e colorido.  Além da captura fotográfica, pude aprender também o processo de revelação dos negativos e a ampliação de cópias em papel.

O que mais me atrai na fotografia é a arte. Para mim, a fotografia acima de tudo é uma arte. A arte de capturar um momento único, e eternizá-lo através de imagem e luz. E fotografia é luz, já diria um fotógrafo amigo meu, chamado Gilson de Oliveira.

Bom, mas deixando as frases clichês de lado, posso dizer que a arte, em suas diversas manifestações, me “persegue”…pois desde minha época de estagiária de Biblioteconomia, eu tive contato com ela. Estagiei em uma biblioteca universitária especializada em arte, musica e teatro, durante pouco mais de 3 anos. E entrando na Arquivologia, novamente estagiei em um arquivo especializado em arte contemporânea, mais especificamente, ora vejam, em fotografia contemporânea. Enfim, acho que é meu destino trabalhar com isso…

Na minha opinião, a fotografia é uma área multidisciplinar, pois pode ter caráter artístico, jornalístico, histórico, e muitos outros. Por este motivo, o profissional da informação deve observar “[…] além dos conhecimentos técnicos, a sua capacidade cognitiva para avaliar o conteúdo das imagens, buscando compreender que o documento fotográfico tem uma natureza diferenciada, devido a sua linguagem não-textual […]”. (SILVA, 200-?).

Abraços,

Úrsula

REFERÊNCIA

SILVA, Rosi Cristina da. O profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. [S.l.]: [S.n.], 200-?. Documento eletrônico. Disponível em: <http://moodleinstitucional.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=101768&gt;. Acesso em: 20 set. 2010.